domingo, 21 de dezembro de 2014

Graham Coxon - The Sky is Too High (1998)

Foto: Divulgação
Um ano após o sucesso arrebatador do self-titled Blur com os sucessos Song 2 e Beetlebum, o guitarrista Graham Coxon decidiu que iria tocar uma carreira solo, ainda que tivesse mais jeito de projeto paralelo, uma vez que o Blur ainda era o foco principal.

Ainda em 1998 mesmo ele lançou seu primeiro álbum, The Sky is Too High, numa forma de tentar canalizar toda a sua criatividade que, em partes, não era aproveitada no Blur, fazendo com que ele ficasse sempre à sompra da genialidade de Damon Albarn.

Duas músicas que podem ser usadas para que seja feita a comparação e se note o contraste são Where d'You Go?, que tem uma alma mais obscura e Who The Fuck?, que flerta entre o punk e o próprio Blur de Modern Life is Rubbish (1993), mais precisamente Popscene.

The Sky is Too High mostra uma espécie de mistura, onde Graham flutua entre vários estilos, como punk, folk e o próprio britpop. Com uma levada mais pro folk, Hard + Slow toma pra si o título de faixa mais agradável do disco.

Me You, We Two sintetiza bem o conceito de experimentalidade que Coxon queria introduzir nesse trabalho. Levada ao violão e com uma batida constante, além de efeitos ao fundo, é uma das peças mais interessantes da obra.

Outro fato destacável foi Graham trabalhar sozinho no disco, tanto no aspecto musical, dado o fato de que ele gravou todos os instrumentos, ainda que o violão seja o instrumento dominante, bem como na produção.

Colecionando sons experimentais e nada radiofônicos, além de não se prender a um determinado estilo, o álbum também passa a impressão de que Coxon tenta se distanciar da imagem pop que ficou associada a ele com o sucesso do Blur.

E em todo caso, se o objetivo era esse, Graham conseguiu atingir a meta com louvor. De toda a sua discografia solo, é o álbum que mais se distancia de qualquer coisa que ele já havia feito com a banda, ainda que um único momento faça lembrar. 

Nunca ouviu? Quer conhecer? Aperta play aí:

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Sobre o blog

Esse é o segundo ou terceiro blog sobre música (e ocasionalmente demais variedades) que eu faço. Quase sempre acontece quando eu me sinto ocioso e me bate vontade de escrever. Ou então quando eu ouço um disco que me faz pensar: "puta merda, isso é bom pra cacete!" Com o Dance Para o Rádio foi por causa do debut do Noel Gallagher. Esse é por causa do Monuments to an Elegy, do Smashing Pumpkins.