sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

The Smashing Pumpkins - Monuments to an Elegy (2014)

Foto: Divulgação
Em 2012, quando lançou Oceania, Billy Corgan disse que se o disco falhasse, nunca mais lançaria nada sob o nome de Smashing Pumpkins.

É importante salientar que hoje em dia o sucesso de um disco é medido muito mais pela recepção dos fãs e pela opinião da crítica do que pelo seu número de vendas.

Tendo isso em mente, fica ratificado que Oceania cumpriu seu objetivo como disco de rock e, para nossa sorte, Mr. Corgan segue tocando o barco dos Pumpkins.

Aliás, é preciso dizer: há vida no Smashing Pumpkins, mesmo que seja só o Billy Corgan sozinho no estúdio, apesar de a máxima não ser verdadeira, pois do batalhão de gente que passou pela banda nos últimos anos, o guitarrista Jeff Schroder segue como fiel escudeiro. 

Rasgação de seda para a banda à parte, Monuments to an Elegy é parte de um projeto chamado Teargarden by Kaleidyscope, mais uma das criações da cabeça megalomaníaca de Billy Corgan.

Logo na primeira faixa, Tiberius, os poucos segundos de um piano calmo ao melhor estilo Mellon Collie and the Infinite Sadness dão lugar às paredes de guitarra já conhecidas e adoradas pelos fãs da banda. O petardo logo de cara não deixa dúvida: é Smashing Pumpkins - e em sua melhor forma.

Que Corgan sempre gostou de brincar com umas máquinas de fazer música também nunca foi surpresa, sobretudo pelo que se vê em Adore, de 1998. No começo de Being Beige, que depois ganha o peso das guitarras e da bateria de Tommy Lee (sim, o próprio!) e principalmente em Run2me isso fica bastante evidente.

Mas a velha fórmula que consagrou a banda não é simplesmente deixada de lado. Até mesmo porque, Billy Corgan tem consciência do que os seus fãs esperam dele. E ele entrega exatamente isso.

Prova disso é Anti-Hero, que encerra os trabalhos de Monuments to an Elegy. A levada densa das guitarras no início em conjunto com um refrão que incendeia até o menos dos empolgados com a banda faz parecer que a faixa é uma sobra remasterizada de Siamese Dream (1993) ou uma b-side de Zero (Mellon Collie and the Infinite Sadness, 1995).

Inclusive, nessa mesma levada, em proporções até maiores se é que se pode dizer assim, temos One and All, que faz remeter aos tempos de maior fúria e criatividade de Billy Corgan.

Pelo resumo da ópera, apesar de não ter as músicas de nove minutos (um patrimônio da obra dos Pumpkins), Monuments to an Elegy se mostra um disco ambicioso, inquieto, com um ar de obra inacabada, apesar de não parecer ter a menor pretensão de angariar novos fãs pra banda.

Até mesmo porque, Billy Corgan conhece muito bem a sua base de fãs - e é para eles que ele trabalha.

No mais, ouve aí:

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Sobre o blog

Esse é o segundo ou terceiro blog sobre música (e ocasionalmente demais variedades) que eu faço. Quase sempre acontece quando eu me sinto ocioso e me bate vontade de escrever. Ou então quando eu ouço um disco que me faz pensar: "puta merda, isso é bom pra cacete!" Com o Dance Para o Rádio foi por causa do debut do Noel Gallagher. Esse é por causa do Monuments to an Elegy, do Smashing Pumpkins.