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| Foto: Oasis/Divulgação |
No distante ano 2000, depois do lançamento do superproduzido embora irregular Be Here Now (1997), o Oasis resolveu apostar em novas vertentes para lançar Standing on the Shoulder of Giants.
O disco foi concebido durante um período bastante conturbado para a banda. O líder do grupo, Noel Gallagher, estava sofrendo de constantes crises de pânico. Inclusive, é daí que vem a melhor faixa não só do álbum, mas de toda a carreira da banda, a progressiva Gas Panic!.
A banda também estava tendo que lidar com problemas de saídas de integrantes. Ainda em 1999 o baixista Paul “Guigsy” McGuigan e o guitarrista Paul “Bonehead” Arthurs resolveram abandonar o barco.
O disco foi concebido durante um período bastante conturbado para a banda. O líder do grupo, Noel Gallagher, estava sofrendo de constantes crises de pânico. Inclusive, é daí que vem a melhor faixa não só do álbum, mas de toda a carreira da banda, a progressiva Gas Panic!.
A banda também estava tendo que lidar com problemas de saídas de integrantes. Ainda em 1999 o baixista Paul “Guigsy” McGuigan e o guitarrista Paul “Bonehead” Arthurs resolveram abandonar o barco.
O baterista Alan White ficaria na banda por mais algum tempo. Até idos de 2004, mais precisamente. Em todo caso, com essa situação em curso, restou a Noel a árdua tarefa de gravar todas as guitarras e baixos do disco.
Ao contrário do que acontecia nos primeiros discos da banda, as músicas de Standing on the Shoulder of Giants não tinham uma mensagem tão positivista em suas letras, mas por outro lado, seus arranjos estavam mais bem elaborados do que nunca. Outra coisa "nova" nesse disco, é que pela primeira vez 100% das composições não partiram apenas de Noel. O Gallagher mais novo, Liam, assina uma faixa: Little James. Tudo bem que é a pior do disco, mas o que vale é a intenção.
O leque de influências também era bem mais amplo. Na faixa de introdução, Fuckin’ in the Bushes, o riff principal e a levada da bateria mostram uma veia mais hard rock, ao melhor estilo Led Zeppelin.
Mas como não podia deixar de ser, em algum momento a influência que os Beatles exerciam sobre o Oasis iria aparecer. E ela está logo na faixa dois, que por sinal, foi o single de maior êxito do disco, Go Let it Out.
Outra referência aos Beatles nesse disco é encontrada em Who Feels Love?, que remete bastante à fase psicodélica dos fab four de Liverpool. Não que tenha ajudado muito. Afinal, ela apresenta forte concorrência à Little James como faixa menos empolgante de SOTSOG.
Experimentos à parte, a banda não deixou de investir nas já tradicionais guitarras distorcidas, elementos característicos do som do grupo. Put Yer Money Where Yer Mouth Is e I Can See a Liar são as amostras disso.
Ao contrário do que acontecia nos primeiros discos da banda, as músicas de Standing on the Shoulder of Giants não tinham uma mensagem tão positivista em suas letras, mas por outro lado, seus arranjos estavam mais bem elaborados do que nunca. Outra coisa "nova" nesse disco, é que pela primeira vez 100% das composições não partiram apenas de Noel. O Gallagher mais novo, Liam, assina uma faixa: Little James. Tudo bem que é a pior do disco, mas o que vale é a intenção.
O leque de influências também era bem mais amplo. Na faixa de introdução, Fuckin’ in the Bushes, o riff principal e a levada da bateria mostram uma veia mais hard rock, ao melhor estilo Led Zeppelin.
Mas como não podia deixar de ser, em algum momento a influência que os Beatles exerciam sobre o Oasis iria aparecer. E ela está logo na faixa dois, que por sinal, foi o single de maior êxito do disco, Go Let it Out.
Outra referência aos Beatles nesse disco é encontrada em Who Feels Love?, que remete bastante à fase psicodélica dos fab four de Liverpool. Não que tenha ajudado muito. Afinal, ela apresenta forte concorrência à Little James como faixa menos empolgante de SOTSOG.
Experimentos à parte, a banda não deixou de investir nas já tradicionais guitarras distorcidas, elementos característicos do som do grupo. Put Yer Money Where Yer Mouth Is e I Can See a Liar são as amostras disso.
Noel, parte cerebral da banda, também tem seus momentos de frontman nas baladas Sunday Morning Call e Where Did it All Go Wrong?, dois dos momentos de maior inspiração do disco. A última, aliás, tinha em sua versão demo uns teclados a mais, com uns elementos de trip-hop e tal, mas infelizmente a ideia não foi levada adiante.
Falando em inspiração, Gas Panic! merece um destaque mais do que especial. A faixa mostra um daqueles momentos de raríssima felicidade na vida de um compositor quando ele escreve aquela que é a melhor letra de sua vida. Falando sobre ataques de pânico e experiências de quase morte, o Gallagher mais velho, não contente, ainda achou um espaço na sua caixinha de boas ideias e colocou na canção alguns de seus melhores solos e linhas de baixo - isso sem contar a harmonica genial de Mark Feltham.
Fechando o trabalho, a banda volta a apostar no progressivo na belíssima Roll it Over, cuja letra fala sobre outros artistas que pegaram carona no sucesso do Oasis para se promover, dentre eles, e especialmente, Robbie Williams.
Em suma, Standing on the Shoulder of Giants foi o disco certo no momento certo. Não é exatamente a obra prima da banda, mas era o melhor trabalho que eles poderiam entregar ao público naquele período, sobretudo por todos os problemas pelos quais principalmente Noel tinha passado e pelas críticas que o álbum anterior havia recebido.
Abaixo a melhor versão de Gas Panic! já registrada. Infelizmente, para a pior plateia possível: 250 mil fãs ansiosos pela volta de Axl Rose (e a reencarnação do Guns N' Roses) no Rock in Rio 3, em 2001.


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